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Dólar segue cenário externo e abre em alta, cotado a R$ 3,67

16 MAI 2018
16 de Maio de 2018

dólar continua em alta nesta quarta-feira, acompanhando o cenário externo, onde cresciam os temores de que os juros nos Estados Unidos podem subir mais do que o esperado neste ano, o que afetaria o fluxo global de capitais. Às 10h30, a moeda americana avançava 0,32%, a 3,674 reais na venda.

“A expectativa em relação ao aumento da taxa de juros nos Estados Unidos está levando à valorização da moeda. Isso não só hoje e não apenas no Brasil, mas também nos últimos dias e em praticamente todas as economias”, explica o analista-chefe da Rico Investimentos, do Grupo XP, Roberto Indech. “É difícil saber qual é a tendência, mas pelo que vemos atualmente é provável que a moeda siga em alta”, complementa o analista.

O economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira, comenta que a moeda americana sobe de forma generalizada. “O juro da Treasury americana subiu para 3,05% e isso levou ao aumento em todo o mundo. Aqui temos fatores internos, com dados decepcionantes para a economia no primeiro trimestre. O dólar deve experimentar hoje mais altas”, comenta Silveira.

Banco Central divulgou dados que mostram recuo na economia brasileira no primeiro trimestre. O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-BR) registrou queda de 0,13% nos primeiros três meses deste ano na comparação com quarto trimestre de 2017 (outubro a dezembro). Conhecido como “prévia do BC para o PIB, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

Para os analistas, a indefinição eleitoral no Brasil é um componente a mais dentro deste cenário que contribuem para a valorização da moeda.

“O cenário prospectivo de curto prazo evidencia uma tendência firme, tendo o preço do dólar com viés de alta frente ao real”, avalia  o diretor-executivo da NGO Corretora, Sidnei Nehme. “Fatores externos sustentam e dão suporte às perspectivas de fortalecimento do dólar perante as moedas globais, com ênfase mais acentuado ante às moedas emergentes, impactando nos seus riscos, no caso brasileiro alterando a longa tendência de baixa”, complementa.

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